Sai do banho e ele estava converssando com um de seus amigos. Quando notou que eu já havia saido do banho se despediu de seu amigo e se aproximou. Enquanto ele se aproximava eu andava de ré, como quem foge sem a mínima vontade. Ele foi se aproximando cada vez mais até me prender na parede. Coloquei minhas mãos em seu peitoral, enquanto ele se apoiava na parade e ao mesmo tempo me impedia de fugir, como se eu tivesse alguma vontade. Perguntei a ele se já poderia me levar para casa, mas ele não respondeu, apenas me beijou.
O beijo se estendeu por um bom tempo, até que o clima esquentou. Fomos para um quarto, ele me beijou com muito mais fôlego, me jogou na cama e o beijo foi descendo pelo meu pescoço, passou entre os meus seios, desceu pela barriga até chegar na minha calça. Ele tirou a minha blusa e logo em seguida o meu sutiã. Ás vezes eu tinha vontade de barra-lo e pedir para ir com mais calma, mas a sensação era muito boa a ponto de eu tentar estragar o clima.
No fim de tudo ele olhou no fundo dos meus olhos, quase enxergando a minha alma e disse: "não posso te levar para casa", suspirei com aquela frase, mas perguntei a ele o motivo e ele respondeu: " agora o seu corpo e sua alma pertencem a mim e nada os tirará de meus braços". Imaginando que fosse uma declaração de amor, ri e suspirei apaixonada, mas retruquei dizendo a eles que deveria ir ver os meus pais pois poderiam estar preocupados, então ele me disse: " você não pertence mais aos seus pais e muito menos à aquele mundo, ontem a noite você me vendeu a sua alma e agora o seu corpo, essa casa é o inferno, sou Lúcifer e você viverá aqui comigo sobre o consumo de todos os tipos de drogas, iremos usufruir de todos os pecados, até você morrer, e aí então, partiremos juntos para a eternidade."
- A casa era velha, em mal estado, num bairro pouco povoado. Tive medo daquela casa, me parecia mais uma casa para se torturar pessoas, mas ninguém quis ouvir a minha opinião.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
CONTINUAÇÃO - A casa
Ele sentou-se do meu lado, perguntou o meu nome e a minha idade, respondi querendo transmitir indiferença, mas foi meio difícil com aquela escultura ao meu lado. Ele me disse que também era novo ali, mas que já conhecia e era bem conhecido por todos ali. Me chamou para ir conhecer a "turma" dele. Respondi que seria legal e o segui para um lugar onde ele se encontrava com os amigos, local esse que eles chamavam de cede.
A cede era meio afastada daquele bairro estranho do interior, não vou mentir, a casa era bem estranha, mas não mais do que a minha. Chegando lá me deparei com garotos estranhos, todos estavam vestidos de preto, uns fumavam, outros bebiam e alguns fumavam e bebiam. Ele me ofereceu uma bebida, temendo que ele me achasse estranha e careta aceitei. Bebi uma, duas, três, quatro, cinco vezes. Todos se divertiam e eu já estava passando da conta.
Estava completamente bêbada, as poucas coisas que me lembro é que me deitaram em uma cama e que o meu deus grego deitou do meu lado. Quando acordei, ainda estava na cama da cede e o lençol em que eu estava deitada estava ensanguentado, eu estava sem a minha roupa de baixo, minhas pernas continham marcas roxas, certamente de chupões. Rapidamente vesti a minha roupa que faltava e sai do quarto onde estava, ao sair dei de cara com o meu deus grego, que me deu bom dia. A minha cabeça girava, eu não me lembrava de nada que tinha acontecido. Perguntei pra ele as horas, ele não me respondeu apenas me mandou sentar no sofá ao seu lado. Obedeci. Ele começou a passar a mão em minhas pernas, eu fiquei sem graça e tirei-as. Ele sorriu, me ofereceu uma coisa que estava bebendo, eu agradeci e disse que não estava afim, minha cabeça doia muito. Ele balançou a cabeça em sinal de nagação e disse que eu era fraca para beber. Falou que eu precisava experimentar coisas novas. Eu confessei a ele que nunca havia bebido, ele riu e falou que quem o ensinou a beber foram os seus amigos.
Converssamos durante horas, até qe lembrei que não havia passado a noite em casa e que meus pais deveriam estar preocupados. Pedi ao lindo deus que me levasse até em casa. Ele me perguntou o que os meus pais achariam de me ver cheirando à álcool, concordei e pedi a ele para me deixar banhar ali. Ele disse que tinha um banheiro velho, em mal estado mas que dava para usar. Me levou até lá e disse que não tinha toalha, que eu teria que dar um jeito. Disse que tudo bem, que só precisava tomar um banho.
Enquanto banhava notei que o deus grego me vigiava de longe, então me veio a cabea: o que acontecera ontem a noite? Pensei em perguntar mas tive vergonha. Então resolvi deixar queto, afinal se ele tivesse tirado a minha virgindade não importava, importava apenas que havia sido com ele.
[...]
CONTINUA
A cede era meio afastada daquele bairro estranho do interior, não vou mentir, a casa era bem estranha, mas não mais do que a minha. Chegando lá me deparei com garotos estranhos, todos estavam vestidos de preto, uns fumavam, outros bebiam e alguns fumavam e bebiam. Ele me ofereceu uma bebida, temendo que ele me achasse estranha e careta aceitei. Bebi uma, duas, três, quatro, cinco vezes. Todos se divertiam e eu já estava passando da conta.
Estava completamente bêbada, as poucas coisas que me lembro é que me deitaram em uma cama e que o meu deus grego deitou do meu lado. Quando acordei, ainda estava na cama da cede e o lençol em que eu estava deitada estava ensanguentado, eu estava sem a minha roupa de baixo, minhas pernas continham marcas roxas, certamente de chupões. Rapidamente vesti a minha roupa que faltava e sai do quarto onde estava, ao sair dei de cara com o meu deus grego, que me deu bom dia. A minha cabeça girava, eu não me lembrava de nada que tinha acontecido. Perguntei pra ele as horas, ele não me respondeu apenas me mandou sentar no sofá ao seu lado. Obedeci. Ele começou a passar a mão em minhas pernas, eu fiquei sem graça e tirei-as. Ele sorriu, me ofereceu uma coisa que estava bebendo, eu agradeci e disse que não estava afim, minha cabeça doia muito. Ele balançou a cabeça em sinal de nagação e disse que eu era fraca para beber. Falou que eu precisava experimentar coisas novas. Eu confessei a ele que nunca havia bebido, ele riu e falou que quem o ensinou a beber foram os seus amigos.
Converssamos durante horas, até qe lembrei que não havia passado a noite em casa e que meus pais deveriam estar preocupados. Pedi ao lindo deus que me levasse até em casa. Ele me perguntou o que os meus pais achariam de me ver cheirando à álcool, concordei e pedi a ele para me deixar banhar ali. Ele disse que tinha um banheiro velho, em mal estado mas que dava para usar. Me levou até lá e disse que não tinha toalha, que eu teria que dar um jeito. Disse que tudo bem, que só precisava tomar um banho.
Enquanto banhava notei que o deus grego me vigiava de longe, então me veio a cabea: o que acontecera ontem a noite? Pensei em perguntar mas tive vergonha. Então resolvi deixar queto, afinal se ele tivesse tirado a minha virgindade não importava, importava apenas que havia sido com ele.
[...]
CONTINUA
segunda-feira, 13 de junho de 2011
A casa
A casa era velha, em mal estado, num bairro pouco povoado. A primeira impressão que eu tive da casa? A pior que se pode pensar. Tive medo daquela casa, me parecia mais uma casa para se torturar pessoas, mas ninguém quis ouvir a minha opinião. Precisávamos nos mudar logo, já que a ameaça de morte era constante.
Meus pais eram advogados, estavam mechendo com um caso que envolvia pessoas bastante perigosas e o quanto mais podéssemos nos disfarçar em meio a sociedade, melhor. Nos mudamos o mais rápido possível. A vizinhança era estranha, com certeza 90% idosa. Os poucos jovens que habitavam ali não eram nada sociáveis.
Quando cheguei à minha nova casa, quis ir direto para o meu quarto me exilar daquele lugar de seres completamente insociáveis, vontade reprimida pela minha mãe, que me obrigou a dar uma volta pelo bairro horrendo. O tempo estava nublado e frio, a vegetação era bem vasta por ali, as pessoas quase não saiam de casa e isso me deprimia ainda mais. Caminhei pela vizinhança e sentei na calçada, até que chegaram algumas meninas perguntando se eu era a nova moradora dali, respondi que era e elas se apresentaram. Para falar a verdade, não estava muito afim de fazer amizade com as pessoas dali. Queria voltar para a minha antiga casa, lá sim eu era feliz, por isso não dei muito papo para as meninas que logo sairam dali. Me destrai ouvindo música e olhando para o asfalto até que quando olhei para cima, avistei ele.
Um deus grego, olhos azuis, cabelos loiros, pele clara, corpo malhado. Ele era perfeito. Fiquei durante algum tempo parada, apenas o observando e quando dei por mim ele estava caminhando em minha direção, minha reação não foi uma das melhores, fiquei completamente desconcertada e o meu jeito desastrada de ser veio à tona.
[...]
CONTINUA, SE VOCÊ FICOU CURIOSO PARA SABER MAIS DA HISTÓRIA, AGUARDE ;D
Meus pais eram advogados, estavam mechendo com um caso que envolvia pessoas bastante perigosas e o quanto mais podéssemos nos disfarçar em meio a sociedade, melhor. Nos mudamos o mais rápido possível. A vizinhança era estranha, com certeza 90% idosa. Os poucos jovens que habitavam ali não eram nada sociáveis.
Quando cheguei à minha nova casa, quis ir direto para o meu quarto me exilar daquele lugar de seres completamente insociáveis, vontade reprimida pela minha mãe, que me obrigou a dar uma volta pelo bairro horrendo. O tempo estava nublado e frio, a vegetação era bem vasta por ali, as pessoas quase não saiam de casa e isso me deprimia ainda mais. Caminhei pela vizinhança e sentei na calçada, até que chegaram algumas meninas perguntando se eu era a nova moradora dali, respondi que era e elas se apresentaram. Para falar a verdade, não estava muito afim de fazer amizade com as pessoas dali. Queria voltar para a minha antiga casa, lá sim eu era feliz, por isso não dei muito papo para as meninas que logo sairam dali. Me destrai ouvindo música e olhando para o asfalto até que quando olhei para cima, avistei ele.
Um deus grego, olhos azuis, cabelos loiros, pele clara, corpo malhado. Ele era perfeito. Fiquei durante algum tempo parada, apenas o observando e quando dei por mim ele estava caminhando em minha direção, minha reação não foi uma das melhores, fiquei completamente desconcertada e o meu jeito desastrada de ser veio à tona.
[...]
CONTINUA, SE VOCÊ FICOU CURIOSO PARA SABER MAIS DA HISTÓRIA, AGUARDE ;D
quinta-feira, 28 de abril de 2011
A menina da rua
Aquela aula estava chata e parecia eterna, os minutos não passavam e Josh ficava a cada segundo mais angustiado. Impressionante, a aula parecia prender a todos menos a ele. As últimas aulas das sextas-feiras pareciam mais longas desde quando conheceu a linda e misteriosa Lisbela, que aparecia por aquelas bandas toda sexta na rua do cemitério da esquina da casa de Josh. Converssava bastante com ela, mas não sabia nada sobre sua vida, já ela sabia tudo sobre ele, afinal ficavam horas converssando sobre ele.
Enfim tocou o sinal, cessou-se a tortura e Josh finalmente voltou para casa. Foi para a rua onde sempre aguardava Lisbela, só que ela não apareceu. Josh a esperou até as 00:00 horas, quando cansou-se e pois se a ir embora pode ver Lisbela vestida de branco vagando pelo cemitério. Ficou preocupado com ela, talvez tenha morrido alguém de sua família.
Entrou no cemitério e chamou por ela, mas não obteve resposta. Foi atrás dela e quando se aproximou, Lisbela estendeu sua mão na direção de Josh, então ele começou a sentir que estava sendo enforcado por algo, mas não consseguia ver, apenas sentir. Tentou gritar, mas não conseguiu e enfim morreu.
Lisbela desapareceu como um feixe de luz e Josh ficou ali estendido no chão do cemitério, como mais uma alma perdida.
Enfim tocou o sinal, cessou-se a tortura e Josh finalmente voltou para casa. Foi para a rua onde sempre aguardava Lisbela, só que ela não apareceu. Josh a esperou até as 00:00 horas, quando cansou-se e pois se a ir embora pode ver Lisbela vestida de branco vagando pelo cemitério. Ficou preocupado com ela, talvez tenha morrido alguém de sua família.
Entrou no cemitério e chamou por ela, mas não obteve resposta. Foi atrás dela e quando se aproximou, Lisbela estendeu sua mão na direção de Josh, então ele começou a sentir que estava sendo enforcado por algo, mas não consseguia ver, apenas sentir. Tentou gritar, mas não conseguiu e enfim morreu.
Lisbela desapareceu como um feixe de luz e Josh ficou ali estendido no chão do cemitério, como mais uma alma perdida.
domingo, 17 de abril de 2011
A bela morte
Estava voltando para casa depois de mais uma vez ter feito hora extra no escritório. Por ironia do destino, ou não, era uma noite de sexta-feira 13, chovia muito e para piorar tudo, o meu carro havia enguiçado na esquina do cemitério a duas quadras da minha casa.
Trágico, era o cemitério onde ela está enterrada. Havia dois anos que eu não a visitava, nem que passara por aquele caminho. Mas não sei o porquê, mas decidi passar por ali aquela noite.
O caminho em frente ao cemitério parecia mais longo do que eu me lembrava, meus passos eram curtos. A rua estava deserta, afinal, já era meia-noite. A luminosidade era pouca, só havia um poste de luz funcionando e, de vez em quando, falhava. Enquanto andava, a única coisa que vinha em miha cabeça era o nome dela, eu ainda podia sentir o doce cheiro do seu perfume.
Em minha cabeça se passava um filme de todos os nossos momentos juntos. Será que ela sente minha falta? Pensei comigo mesmo, mas rapidamente desconsiderei essa ideia, afinal, ela estava morta. Lembrei-me do dia em que ela morreu, tudo tinha sido muito rápido, a discussão, a arma, o tiro. Foi uma morte desnecessária, felizmente haviam testemunhas, mas sinceramente, me sinto culpado.
No início, a minha mulher suspeitou do meu envolvimento com a morte de outra mulher, mas depois consegui contornar a situação, caso contrário, acabaria morto se minha esposa descobrisse a traição.
Precisava visitá-la, já estava ali, não havia outro momento, afinal, estava sempre sem tempo, então entrei no cemitério, logo, pensei em voltar, mas havia alguma coisa que estava me puxando com uma força surpreendente, era como um ímã que me atraia. A chuva ia ficando cada vez mais forte à medida em que eu me aproximava de seu túmulo.
Em cima do túmulo dela havia uma rosa vermelha, estava nova, parecia que alguém havia visitado-a recentemente. Junto à rosa havia um bilhete que dizia: "terá vingança". No momento em que li senti calafrios, era como se ela estivesse escrito aquilo para mim. Podia sentir a sua presença. O seu cheiro que eu já sentia antes, agora parecia mais forte. Comecei a repetir em minha cabeça: "ela está morta, ela está morta". Me virei e atrás de mim havia um túmulo com meu nome, ao lado dele havia uma luz que, aos poucos, ia criando a forma do corpo dela, mas não podia ver direito, a chuva já estava embaçando a minha visão.
A luz se aproximava cada vez mais, eu não conseguia gritar, algo me tapava a respiração, em minha cabeça ecoava o som de sua voz dizendo: "vingança, vingaça, vingança". Ouvia sons de tiros, mas não conseguia ver nada nem ninguém por perto, a não ser aquela luz maravilhosa com um enorme sorriso no rosto me convidando para a morte.
Recusei o convite como quem recusa um chá na casa de alguém que pouco conhece, por vergonha ou por educação. Mas não fiz "charminho" por muito tempo e aceitei o convite e recebi aquela morte de vingança de braços abertos, já que assim conseguiria o seu perdão e viveriamos a eternidade juntos.
Trágico, era o cemitério onde ela está enterrada. Havia dois anos que eu não a visitava, nem que passara por aquele caminho. Mas não sei o porquê, mas decidi passar por ali aquela noite.
O caminho em frente ao cemitério parecia mais longo do que eu me lembrava, meus passos eram curtos. A rua estava deserta, afinal, já era meia-noite. A luminosidade era pouca, só havia um poste de luz funcionando e, de vez em quando, falhava. Enquanto andava, a única coisa que vinha em miha cabeça era o nome dela, eu ainda podia sentir o doce cheiro do seu perfume.
Em minha cabeça se passava um filme de todos os nossos momentos juntos. Será que ela sente minha falta? Pensei comigo mesmo, mas rapidamente desconsiderei essa ideia, afinal, ela estava morta. Lembrei-me do dia em que ela morreu, tudo tinha sido muito rápido, a discussão, a arma, o tiro. Foi uma morte desnecessária, felizmente haviam testemunhas, mas sinceramente, me sinto culpado.
No início, a minha mulher suspeitou do meu envolvimento com a morte de outra mulher, mas depois consegui contornar a situação, caso contrário, acabaria morto se minha esposa descobrisse a traição.
Precisava visitá-la, já estava ali, não havia outro momento, afinal, estava sempre sem tempo, então entrei no cemitério, logo, pensei em voltar, mas havia alguma coisa que estava me puxando com uma força surpreendente, era como um ímã que me atraia. A chuva ia ficando cada vez mais forte à medida em que eu me aproximava de seu túmulo.
Em cima do túmulo dela havia uma rosa vermelha, estava nova, parecia que alguém havia visitado-a recentemente. Junto à rosa havia um bilhete que dizia: "terá vingança". No momento em que li senti calafrios, era como se ela estivesse escrito aquilo para mim. Podia sentir a sua presença. O seu cheiro que eu já sentia antes, agora parecia mais forte. Comecei a repetir em minha cabeça: "ela está morta, ela está morta". Me virei e atrás de mim havia um túmulo com meu nome, ao lado dele havia uma luz que, aos poucos, ia criando a forma do corpo dela, mas não podia ver direito, a chuva já estava embaçando a minha visão.
A luz se aproximava cada vez mais, eu não conseguia gritar, algo me tapava a respiração, em minha cabeça ecoava o som de sua voz dizendo: "vingança, vingaça, vingança". Ouvia sons de tiros, mas não conseguia ver nada nem ninguém por perto, a não ser aquela luz maravilhosa com um enorme sorriso no rosto me convidando para a morte.
Recusei o convite como quem recusa um chá na casa de alguém que pouco conhece, por vergonha ou por educação. Mas não fiz "charminho" por muito tempo e aceitei o convite e recebi aquela morte de vingança de braços abertos, já que assim conseguiria o seu perdão e viveriamos a eternidade juntos.
sábado, 16 de abril de 2011
Distância
Jorge e Isha formavam um jovem e belo casal. Ele era um jovem americano, que, claro, vivia nos Estados Unidos; ela era uma jovem estudante que vivia no Iraque, nas que havia morado os Estados Unidos por dois anos.
Se conheceram num colégio de um bairro pobre norte-americano, se apaixonaram e começaram a namorar. Como tinham costumes e culturas diferentes, a família dela sempre fora contra o namoro. Então, vendo que não havia outra forma de separá-los, a família de Isha voltou para o Iraque, a levando consigo.
Mas nem morando em países diferentes deixavam de se comunicarem. Ele sempre mandava emails, mensagens e fazia ligações, ela também fazia o mesmo. A distância só aumentava o amor entre os dois. Até que, certo dia, o pai dela, desesperado com o romance que a filha vivia com o rapaz norte-americano, viu-se obrigado a arranjar um casamento urgentemente para a filha.
Como ela era uma linda moça, não faltavam pretendentes e não demorou muito para que seu pai achasse o noivo perfeito. Foi marcado o casamento. Isha desesperou-se, não sabia como contar a Jorge que iria se casar. Tentou de todos os jeitos, mas não queria vê-lo sofrendo, então, resolveu não contar.
Pensou em fugir para perto de seu amado, mas haviam tantas fronteiras, tantas barreiras que a impediam. Ela precisava pensar numa maneira de não se casar. Mas como não lhe vinha nada à cabeça, resolveu deixar que as coisas acontecessem naturalmente.
Chega o dia do casamento. Preparativos. Comemorações. Alegria. Isso a frustrava, não havia nada que ela pudesse fazer. Resolveu ligar para Jorge e contar-lhe sobre o casamento. Ao atender o telefone, Jorge parecia entusiasmado, tinha uma ótima notícia para dar à Isha. Ela não quis ouvir. Contou-lhe logo tudo e desligou o telefone.
Jorge sentiu uma enorme revolta, o seu coração se corroía por dentro, pouco a pouco, a dor era enorme, não sabia o que fazer. A notícia que ele tanto queria dar à Isha, era que ele embarcaria naquele dia para o Iraque para poder vê-la. Mas mesmo com a notícia do casamento, ele não desistiu da viagem e embarcou para o Iraque. Tentaria impedir aquele casamento de qualquer jeito. Pane no avião. Gritos. Desespero. Mortes.
O casamento de Isha aconteceu e ela nunca mais teve notícias de Jorge.
Se conheceram num colégio de um bairro pobre norte-americano, se apaixonaram e começaram a namorar. Como tinham costumes e culturas diferentes, a família dela sempre fora contra o namoro. Então, vendo que não havia outra forma de separá-los, a família de Isha voltou para o Iraque, a levando consigo.
Mas nem morando em países diferentes deixavam de se comunicarem. Ele sempre mandava emails, mensagens e fazia ligações, ela também fazia o mesmo. A distância só aumentava o amor entre os dois. Até que, certo dia, o pai dela, desesperado com o romance que a filha vivia com o rapaz norte-americano, viu-se obrigado a arranjar um casamento urgentemente para a filha.
Como ela era uma linda moça, não faltavam pretendentes e não demorou muito para que seu pai achasse o noivo perfeito. Foi marcado o casamento. Isha desesperou-se, não sabia como contar a Jorge que iria se casar. Tentou de todos os jeitos, mas não queria vê-lo sofrendo, então, resolveu não contar.
Pensou em fugir para perto de seu amado, mas haviam tantas fronteiras, tantas barreiras que a impediam. Ela precisava pensar numa maneira de não se casar. Mas como não lhe vinha nada à cabeça, resolveu deixar que as coisas acontecessem naturalmente.
Chega o dia do casamento. Preparativos. Comemorações. Alegria. Isso a frustrava, não havia nada que ela pudesse fazer. Resolveu ligar para Jorge e contar-lhe sobre o casamento. Ao atender o telefone, Jorge parecia entusiasmado, tinha uma ótima notícia para dar à Isha. Ela não quis ouvir. Contou-lhe logo tudo e desligou o telefone.
Jorge sentiu uma enorme revolta, o seu coração se corroía por dentro, pouco a pouco, a dor era enorme, não sabia o que fazer. A notícia que ele tanto queria dar à Isha, era que ele embarcaria naquele dia para o Iraque para poder vê-la. Mas mesmo com a notícia do casamento, ele não desistiu da viagem e embarcou para o Iraque. Tentaria impedir aquele casamento de qualquer jeito. Pane no avião. Gritos. Desespero. Mortes.
O casamento de Isha aconteceu e ela nunca mais teve notícias de Jorge.
A boneca
Estava em um lugar que parecia um cemitério, chovia muito e eu estava sozinha. O medo me invadia a cada passo que eu dava. Podia ver alguns vultos apesar da escuridão, o vento era frio e soava em meus ouvidos comos vozes.
Eu andava em direção a uma luz que estava iluminando uma cadeira que, de longe, parecia estar vazia. Pelo caminho eu via várias caveiras no chão, algumas pareciam querer fugir dos meus olhares. Quando me aproximei da cadeira, percebi que nela tinha uma menina sentada, ela tinha a cara toda ensanguentada, estava sorrindo e brincava com uma linda boneca.
Assim que ela notou a minha presença, parou de sorrr e perguntou se eu queria brincar com a sua boneca, eu lhe disse que não, que a boneca era dela. Ao dizer isso, o corpo da menina foi iluminado por uma luz própria e foi desaparecendo aos poucos enquanto risadas infantis animavam o ambiente.
Quando dei por mim estava em meu quarto e notei que tudo não passara de um sonho, contei para a minha mãe que ficou assustada e me contou uma história sobre um acidente de carro que sofremos quado eu tinha, apenas, dois anos de idade, no qual uma de minhas primas, que nos acompanhava, morreu.
No dia do acidente eu tinha ganhado uma linda boneca e minha prima queria muito brincar com ela, só que, como ela era nova, eu não queria deixar. Minha prima e eu começamos a “lutar” pela boneca enquanto minha mãe dirigia, e tentando acabar com a nossa briga perdeu o controle do carro e bateu em uma árvore que caiu sobre o carro, amassando totalmente a cabeça de minha prima, que morreu na mesma hora com minha boneca em seus braços.
Fiquei impressionada com aquela notícia, me sinto culpada pela sua morte. Por isso rezo todas as noites para voltar a sonhar com ela para que eu possa me desculpar. Mas talvez de onde ela esteja ela saiba do meu sentimento de culpa e talvez até já tenha me perdoado.
Eu andava em direção a uma luz que estava iluminando uma cadeira que, de longe, parecia estar vazia. Pelo caminho eu via várias caveiras no chão, algumas pareciam querer fugir dos meus olhares. Quando me aproximei da cadeira, percebi que nela tinha uma menina sentada, ela tinha a cara toda ensanguentada, estava sorrindo e brincava com uma linda boneca.
Assim que ela notou a minha presença, parou de sorrr e perguntou se eu queria brincar com a sua boneca, eu lhe disse que não, que a boneca era dela. Ao dizer isso, o corpo da menina foi iluminado por uma luz própria e foi desaparecendo aos poucos enquanto risadas infantis animavam o ambiente.
Quando dei por mim estava em meu quarto e notei que tudo não passara de um sonho, contei para a minha mãe que ficou assustada e me contou uma história sobre um acidente de carro que sofremos quado eu tinha, apenas, dois anos de idade, no qual uma de minhas primas, que nos acompanhava, morreu.
No dia do acidente eu tinha ganhado uma linda boneca e minha prima queria muito brincar com ela, só que, como ela era nova, eu não queria deixar. Minha prima e eu começamos a “lutar” pela boneca enquanto minha mãe dirigia, e tentando acabar com a nossa briga perdeu o controle do carro e bateu em uma árvore que caiu sobre o carro, amassando totalmente a cabeça de minha prima, que morreu na mesma hora com minha boneca em seus braços.
Fiquei impressionada com aquela notícia, me sinto culpada pela sua morte. Por isso rezo todas as noites para voltar a sonhar com ela para que eu possa me desculpar. Mas talvez de onde ela esteja ela saiba do meu sentimento de culpa e talvez até já tenha me perdoado.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Carta ao amado
06/06
Querido,
Eu chorava feito uma criança em cima de seu túmulo, não podia acreditar que isso acontecera. Nosso amor era tão grande, tão perfeito, o que seria de mim agora?
Ainda sinto a sua presença aqui, está tão forte e tão viva que ainda sinto o seu cheiro. Não consigo mais ficar em paz.
Lembro-me de quando nos conhecemos, você sempre fora tão meigo. Sempre nos amamos, desde que nos vimos.
Por tantas coisas passamos, tantos medos vencemos e obstáculos enfrentamos. Pensávamos em casamento, filhos por toda a parte, mas agora o que reina é somente a solidão e o vazio que você deixou em meu peito, sei que você está aqui comigo agora, mas ainda me sinto sozinha, só por não poder abraçá-lo.
Virou parte da minha rotina visitar o cemitério, lá eu me sinto bem, sei que seu corpo está lá. Agora sendo comido pela terra, mas está lá. Que inveja tenho eu da terra, antes eu te possuía, agora quem o faz é só ela. Não consigo pensar em todos aqueles vermes caminhando vagarosamente sobre teu corpo, isso me faz lembrar das vezes em que brincávamos de fazer cócegas um no outro.
Por que você se foi? Você não poderia ter me deixado aqui para viver um eterno sofrimento sem você ao meu lado. Todos dizem que vai passar, que sou uma moça jovem, que outros rapazes virão. Eles não entendem o que é o amor, não entendem que só serve você.
Dias atrás pensei em me matar, viver não tem mais sentido.
Preciso de você, eu não suporto mais. Quero reencontrá-lo, onde quer que esteja, hoje irei ao seu encontro, não importa o que irão dizer. Meu amor, não pense que estou louca, eu só quero estar com você. Nem tente me impedir, não passará dessa noite, será em frente ao seu túmulo, quero que presencie tudo, portanto não falte.
Até a eternidade,
te amo incondicionalmente
Ass: Sua amada!
Querido,
Eu chorava feito uma criança em cima de seu túmulo, não podia acreditar que isso acontecera. Nosso amor era tão grande, tão perfeito, o que seria de mim agora?
Ainda sinto a sua presença aqui, está tão forte e tão viva que ainda sinto o seu cheiro. Não consigo mais ficar em paz.
Lembro-me de quando nos conhecemos, você sempre fora tão meigo. Sempre nos amamos, desde que nos vimos.
Por tantas coisas passamos, tantos medos vencemos e obstáculos enfrentamos. Pensávamos em casamento, filhos por toda a parte, mas agora o que reina é somente a solidão e o vazio que você deixou em meu peito, sei que você está aqui comigo agora, mas ainda me sinto sozinha, só por não poder abraçá-lo.
Virou parte da minha rotina visitar o cemitério, lá eu me sinto bem, sei que seu corpo está lá. Agora sendo comido pela terra, mas está lá. Que inveja tenho eu da terra, antes eu te possuía, agora quem o faz é só ela. Não consigo pensar em todos aqueles vermes caminhando vagarosamente sobre teu corpo, isso me faz lembrar das vezes em que brincávamos de fazer cócegas um no outro.
Por que você se foi? Você não poderia ter me deixado aqui para viver um eterno sofrimento sem você ao meu lado. Todos dizem que vai passar, que sou uma moça jovem, que outros rapazes virão. Eles não entendem o que é o amor, não entendem que só serve você.
Dias atrás pensei em me matar, viver não tem mais sentido.
Preciso de você, eu não suporto mais. Quero reencontrá-lo, onde quer que esteja, hoje irei ao seu encontro, não importa o que irão dizer. Meu amor, não pense que estou louca, eu só quero estar com você. Nem tente me impedir, não passará dessa noite, será em frente ao seu túmulo, quero que presencie tudo, portanto não falte.
Até a eternidade,
te amo incondicionalmente
Ass: Sua amada!
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