segunda-feira, 13 de junho de 2011

A casa

A casa era velha, em mal estado, num bairro pouco povoado. A primeira impressão que eu tive da casa? A pior que se pode pensar. Tive medo daquela casa, me parecia mais uma casa para se torturar pessoas, mas ninguém quis ouvir a minha opinião. Precisávamos nos mudar logo, já que a ameaça de morte era constante.
Meus pais eram advogados, estavam mechendo com um caso que envolvia pessoas bastante perigosas e o quanto mais podéssemos nos disfarçar em meio a sociedade, melhor. Nos mudamos o mais rápido possível. A vizinhança era estranha, com certeza 90% idosa. Os poucos jovens que habitavam ali não eram nada sociáveis.
Quando cheguei à minha nova casa, quis ir direto para o meu quarto me exilar daquele lugar de seres completamente insociáveis, vontade reprimida pela minha mãe, que me obrigou a dar uma volta pelo bairro horrendo. O tempo estava nublado e frio, a vegetação era bem vasta por ali, as pessoas quase não saiam de casa e isso me deprimia ainda mais. Caminhei pela vizinhança e sentei na calçada, até que chegaram algumas meninas perguntando se eu era a nova moradora dali, respondi que era e elas se apresentaram. Para falar a verdade, não estava muito afim de fazer amizade com as pessoas dali. Queria voltar para a minha antiga casa, lá sim eu era feliz, por isso não dei muito papo para as meninas que logo sairam dali. Me destrai ouvindo música e olhando para o asfalto até que quando olhei para cima, avistei ele.
Um deus grego, olhos azuis, cabelos loiros, pele clara, corpo malhado. Ele era perfeito. Fiquei durante algum tempo parada, apenas o observando e quando dei por mim ele estava caminhando em minha direção, minha reação não foi uma das melhores, fiquei completamente desconcertada e o meu jeito desastrada de ser veio à tona.
[...]
CONTINUA, SE VOCÊ FICOU CURIOSO PARA SABER MAIS DA HISTÓRIA, AGUARDE ;D

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