terça-feira, 14 de junho de 2011

CONTINUAÇÃO - A casa

Ele sentou-se do meu lado, perguntou o meu nome e a minha idade, respondi querendo transmitir indiferença, mas foi meio difícil com aquela escultura ao meu lado. Ele me disse que também era novo ali, mas que já conhecia e era bem conhecido por todos ali. Me chamou para ir conhecer a "turma" dele. Respondi que seria legal e o segui para um lugar onde ele se encontrava com os amigos, local esse que eles chamavam de cede.
A cede era meio afastada daquele bairro estranho do interior, não vou mentir, a casa era bem estranha, mas não mais do que a minha. Chegando lá me deparei com garotos estranhos, todos estavam vestidos de preto, uns fumavam, outros bebiam e alguns fumavam e bebiam. Ele me ofereceu uma bebida, temendo que ele me achasse estranha e careta aceitei. Bebi uma, duas, três, quatro, cinco vezes. Todos se divertiam e eu já estava passando da conta.
Estava completamente bêbada, as poucas coisas que me lembro é que me deitaram em uma cama e que o meu deus grego deitou do meu lado. Quando acordei, ainda estava na cama da cede e o lençol em que eu estava deitada estava ensanguentado, eu estava sem a minha roupa de baixo, minhas pernas continham marcas roxas, certamente de chupões. Rapidamente vesti a minha roupa que faltava e sai do quarto onde estava, ao sair dei de cara com o meu deus grego, que me deu bom dia. A minha cabeça girava, eu não me lembrava de nada que tinha acontecido. Perguntei pra ele as horas, ele não me respondeu apenas me mandou sentar no sofá ao seu lado. Obedeci. Ele começou a passar a mão em minhas pernas, eu fiquei sem graça e tirei-as. Ele sorriu, me ofereceu uma coisa que estava bebendo, eu agradeci e disse que não estava afim, minha cabeça doia muito. Ele balançou a cabeça em sinal de nagação e disse que eu era fraca para beber. Falou que eu precisava experimentar coisas novas. Eu confessei a ele que nunca havia bebido, ele riu e falou que quem o ensinou a beber foram os seus amigos.
Converssamos durante horas, até qe lembrei que não havia passado a noite em casa e que meus pais deveriam estar preocupados. Pedi ao lindo deus que me levasse até em casa. Ele me perguntou o que os meus pais achariam de me ver cheirando à álcool, concordei e pedi a ele para me deixar banhar ali. Ele disse que tinha um banheiro velho, em mal estado mas que dava para usar. Me levou até lá e disse que não tinha toalha, que eu teria que dar um jeito. Disse que tudo bem, que só precisava tomar um banho.
Enquanto banhava notei que o deus grego me vigiava de longe, então me veio a cabea: o que acontecera ontem a noite? Pensei em perguntar mas tive vergonha. Então resolvi deixar queto, afinal se ele tivesse tirado a minha virgindade não importava, importava apenas que havia sido com ele.
[...]
CONTINUA

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